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Ecologicamente permeável

Ecologicamente permeável

A permeabilidade provavelmente é a maior qualidade desse tipo de concreto, um produto ainda pouco utilizado no Brasil, mas que há muito tempo se destaca em países desenvolvidos, onde a preocupação com o escoamento das águas pluviais é mais latente do que em outras partes do mundo. Apesar de não ser uma novidade no mercado, já que a primeira vez que foi utilizado data o ano de 1852, a mistura que ganhou o nome de concreto permeável é apontada como um dos materiais mais promissores no quesito soluções práticas para evitar e reduzir alagamentos provocados pelas chuvas, que por conta da impermeabilização do solo nas grandes cidades, não têm para onde escoar.
Feito a partir de pedra, cimento e água, o concreto permeável ou poroso, como também é conhecido pode ser aplicado em calçadas; estacionamentos; ruas de baixo tráfego; parques e praças-pátios residenciais; quadras de tênis; campos de golfe; estruturas hidráulicas; estufas de plantas-bases permeáveis abaixo de pavimentos de alta resistência (camadas base); isolamento térmico de paredes (alta porosidade) e barreiras acústicas (possui boas propriedades acústicas) e em muros de arrimo.
O custo ainda é superior às soluções tradicionais, mas em longo prazo o produto se torna mais viável do que a instalação de piscinões, bombas, tubulação de drenagem e outros sistemas de drenagem urbana, sem contar os custos com a manutenção que só precisa ser feita em, no mínimo, 20 anos após a aplicação.
Assim como outros materiais, a utilização do concreto permeável deve levar em conta algumas restrições e cuidados quanto ao projeto hidráulico. É preciso considerar a quantidade de chuva prevista, o tipo de solo e as características do pavimento.
Mesmo sendo tão versátil, e com vantagens financeiras e ecológicas o material não tem a popularidade que merece. A aplicação mais conhecida desse produto no Brasil está na área externa do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), próximo ao campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mas talvez, no futuro, as cidades possam usufruir com maior intensidade desse material.

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