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histórico nacional |
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O patrimônio histórico e arquitetônico de Areia está passando por um processo de revitalização e restauração |
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As belezas da cidade de Areia - principal município da região do Brejo paraibano – mostram que a Paraíba tem um potencial arquitetônico e histórico tão vasto quanto outros estados brasileiros. A 120 quilômetros de João Pessoa e com de cerca de 30 mil habitantes, a cidade, que nasceu em 1625, dispõe de um conjunto arquitetônico no estilo colonial que atrai centenas de turistas ao longo do ano. Não é a toa que a cidade recebeu, em agosto do ano passado, o título de Patrimônio Histórico Nacional. As construções encontradas no município refletem a influência portuguesa e conferem uma personalidade interessante e única ao lugar. Monumentos, como a Igreja de N. S. do Rosário dos Pretos (do século 17, construída pelos escravos), o Teatro Minerva (1859, edificado pelas famílias de maior poder aquisitivo da época, daí sua denominação original: Teatro Particular, sendo o teatro mais antigo da Paraíba); a Igreja Matriz, o Casarão de José Rufino (influente senhor de engenho), a Biblioteca José Américo de Almeida, o Museu Regional de Areia e o Museu-Casa do pintor Pedro Américo, um dos maiores nomes das artes-plásticas brasileiras, mostram parte da riqueza do município. O princípio construtivo inicialmente utilizado e a nobreza dos acabamentos interiores, notada-mente no que refere a estuques, frescos (alguns marmoreados) dos paramentos e fingimentos de madeiras nas portas existentes, dão testemunho claro de que as antigas gerações que viveram em Areia tinham um forte senso estético. Mas o tempo inexoravelmente deixou as suas marcas e após longos anos sem manutenção, alguns prédios estão neste momento sendo reformados, com destaque para a revitalização da coberta da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, patrimônio tombado do século 19, que está sendo acompanhada por pesquisadores, historiadores e engenheiros. Outro local que passou por reforma recente foi o Teatro Minerva, cuja construção partiu de um grupo de intelectuais do século 19. Ele se encontra restaurado e recebendo grupos de música, dança e teatro que chegam no local para apresentar espetáculos. Ainda hoje podemos conferir seus traços arquitetônicos originais, incluindo os assentos, o palco e as paredes internas. A cidade reserva ainda, aos seus visitantes, engenhos situados na zona rural, compondo outro rico patrimônio cultural e arquitetônico. São cerca de 30 engenhos, muitos dos quais ainda fabricando aguardente-de-cana, mel e rapadura num ambiente que parece realmente saído das páginas do romance “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida, outro filho ilustre da cidade, considerado um dos criadores do ciclo regionalista nordestino na literatura brasileira.. ![]() Foto: Leonardo Silva. |
![]() Detalhe da Igreja de Areia. ![]() Biblia editada em latim por professor areiense. ![]() Teatro Minerva. Museu da Rapadura. Busto de Pedro Américo com igreja matriz ao fundo |
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| Texto: André Sena. Fotos: indicadas. |
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